O casamento

Uma cidadezinha belga nos arredores de Bruxelas que parecia uma maquete de tão perfeita e organizada. Grandes casas e pequenos castelos. Nos telhados as lareiras com fumaça saindo davam a idéia do clima, quase sempre chuvoso e instável. Quando raramente o sol aparecia entre as nuvens, a variedade de luzes e cores no céu era incrível.

No pequeno prédio da prefeitura, no centro da praça e em frente à uma igreja, se realizava um belíssimo casamento. Os noivos entravam: algumas crianças jogavam pétalas de flores nas diversas tonalidades do arco-íris pelo caminho percorrido por eles até o ‘sim’. A sala onde se realizava a cerimônia civil estava cheia de amigos e parentes.  As crianças corriam para todos os lados e quando os noivos saíram do prédio, um turbilhão de bolhas de sabão substituiu o tradicional arroz. E assim os recém-casados saíram sorridentes e emocionados em direção ao futuro que os espera.

Uma festa no parque da cidade esperava os convidados, que dançaram ao som de flautas e soltaram balões de gás na cor branca que contrastavam com o verde das árvores. O sol apareceu neste momento substituindo a insistente chuva que começara de manhã cedo. Todos cantaram e dançaram juntos aos noivos, que vestiam camisas brancas. Cachecóis azul e verde substituíam as gravatas.

No final do dia, se encerraram as comemorações de mais um casamento como tantos outros, realizado por amor.