A banda era foda, todos muito a vontade no palco. As guitarras gritavam, o vocal era perfeito, teclados e tudo o que uma banda de Rock’n'roll tem direito. Guitarrista cabeludo com calça apertadíssima de couro e tudo mais (a beleza não era o seu forte). O ambiente era fechado e fedia a cigarro, suor e cerveja. O público pulava e urrava acompanhando os clássicos. Tudo estaria perfeito se não fosse por um pequeno detalhe: todos os componentes já deviam estar passando pela casa dos cinqüenta. Eu realmente não vejo problema nisso. Eram músicos do caralho! Mas fiquei um pouco preocupada com o futuro do Rock (estou falando de música boa). Pensando bem, seria música boa na minha concepção… mas como o Blog é meu mesmo, não tem problema.
Talvez eu esteja ficando velha… estou praticamente balzaca. Ok, ainda falta um pouco, mas estou chegando lá. Apesar de não ter vivido a época, acho que década de 1970 foi uma das mais interessantes para o mundo da música do Brasil e do Mundo. No caso do Brasil a ditadura davas as cartas, mas isso acabou de alguma forma enriquecendo a produção musical (sou Historiadora, tá? pelo menos tenho diploma).
Eu realmente queria estar na platéia do Rock`n`roll Circus ou quem sabe no palco (com certeza cantaria bem melhor que a Yoko)… talvez em Woodstock dançando de Topless ou no trem do Rock… Talvez uma lágrima rolasse pelo meu rosto ouvindo a voz da Janis ao vivo ou quando as chamas começassem a consumir a guitarra de Hendrix eu estaria lá queimando também. Viagens psicodélicas…
Agora fico pensando aqui com os meus botões: Aonde vamos parar! Porque o estilo e a música dessa época não influenciam mais tanto a música produzida agora. É preciso procurar muito para achar lugares interessantes, bons shows de Rock (que geralmente são de bandas com mais de 15 anos de estrada) e fugir do “estilinho Beyoncè” que, não vou negar, é ótimo pra dançar quando se está bêbado ou sem consciência. Me preocupo também com o estoque mundial de gel para cabelo que está se exaurindo por causa das 300 aplicações diárias feitas pelos EMOs e Italianos (essa observação é minha, sem mencionar as cuecas aparecendo com estampas que quadros de Renoir e a maldição da chapinha, o que é uma outra história…).
Realmente, o planeta música (ou pelo menos o meu mundinho) está indo por um caminho que não está me agradando muito… Estaremos condenados a remasterizar e passar para Mp3 todos os nossos vinis?
Para finalizar, deixo vocês com uma performance inesquecível do meu “muso” da década de 70, o qual eu pegaria fácil (Diogo que me perdoe), que até hoje mantém seus longos cachos: loiros, lindos, sedosos e intactos.


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